Helena // Luna

Atualizado: 24 de Set de 2018


Oi, eu sou a Helena, sou tutora da Luna (#semraçadefinida). Eu sempre tive cachorro, só que quando eu me mudei para o Rio de Janeiro tive 3 meses para fazer a mudança, não pude levar meu cachorro e meu gato - deixei com minha mãe. Fui pro Rio morar com o Yves e queria ter meus bichos comigo, queria ter outro cachorro... Não podia. O apartamento que morávamos era pequeno e estávamos sem grana. Foi quando mudamos para Manaus, em que tive uma forte depressão e ficava muito sozinha em casa. O apartamento era maior e tínhamos estabilidade financeira. Terminei alguns trabalhos que estava fazendo e o Yves disse: "Agora a gente pode ter cachorro". Eu fiquei: "SÉRIO?!"

Comecei a procurar em ONGs, entrei em vários sites, estava em busca de um cão que ficasse pequeno. Encontrei vários e nenhum ele gostava. Um dia, encontramos a Clara, que era uma vira-lata branca linda, mesmo sendo de tamanho médio, ficamos apaixonados! Visitamos a casa da protetora para ver, e descobrimos que a Clara era destruidora e o Yves não gostou. Na casa tinha também a Luna (5 meses), que na época chamava Nina, no meio do mato brincando. Você chamava e ela vinha, deitava com a barriga pra cima, ficava sentada olhando o sol... Yves adorou a Luna, eu insistindo com a Clara (queria um cachorro com energia para brincar comigo), ele disse que se não fosse a Luna não teríamos cachorro. Aceitei e escolhemos ela. Peguei ela no colo, assinamos um termo de compromisso de adoção e não larguei dela nunca mais!

Levamos a Luna até um veterinário perto de casa, fez exame de sangue, e disse que ela estava com verminose. O comportamento dela estava esquisito, meio tristinha. Achamos estranho, mas seguimos para comprar pote, caminha e outras coisas em uma loja. Eu e Luna não nos desgrudamos, durante a viagem ela chegou a dormir deitada no meu pé! Muito querida! Chegamos em casa e com o tempo o quadro dela foi piorando, ela não era ativa! Assim que chegou, não comeu nem fez xixi e cocô. Até o terceiro dia, que ela não aguentou mais e fez. Fiquei desesperada, corremos atrás da melhor veterinária de Manaus. O resultado? Luna estava com a doença do carrapato! Iniciamos o tratamento para doença, e ela não comia nada, tive que dar fígado para ela. Eu odeio fígado, o cheiro me enjoa, mas cozinhei durante 3 meses até ela ganhar peso e crescer. Ela ficou mais forte, levamos ela novamente ao veterinário, fez os exames e estava curada.


A Luna, tem cruza com alguma coisa... Acho que é poodle! Durante um período lá em Manaus o pelo dela caiu bastante e resolvi que ia tosar! Yves foi contra, mas conversamos, e decidi tosar tudo e só deixar a cabeça e o rabo. Foi quando ela "passou a ter raça", pensavam que ela era uma raça do Afeganistão... Não lembro o nome. Sempre que dizia que ela não era dessa raça, as pessoas ficam tristes, com pena! Pena de quê? Foi quando, de brincadeira, criamos a raça Street dog terrier (todo mundo comentava que ela tinha "algo de terrier") e começamos a dizer que ela era dessa raça. Todo mundo ficava "Nossa! Maneiro!", "É da Europa essa raça né?".


Eu acho absurdo você comprar um cachorro podendo adotar. Depois que entrei para a causa animal, dar lar temporário, resgatar... Minha visão mudou completamente. O único cachorro que tive de raça na vida, foi um labrador, que também adotei, pois foi abandonado.


Ela chegou pra gente com medo de absolutamente tudo! Foi encontrada no esgoto. Foi complicado no início, ela tinha medo de poste, cone, caminhão... Corria na direção oposta e gania! Eu pegava ela no colo, mostrava que não havia perigo e aos poucos ela foi se adaptando. Hoje em dia é tudo mais tranquilo.



#luna #semraçadefinida #soututorade

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