Leishmaniose: você sabe o que é?

Casa vez mais a leishmaniose ganha espaço nas conversas dos tutores e veterinários mais preocupados. A doença, ainda pouco conhecida, tem feito muitas vítimas caninas em todo o país. Saiba mais com a Dra. Ana Cristina e proteja seu filhote!



A Leishmaniose é uma doença gravíssima que acomete cães, gatos e animais silvestres. O grande perigo é que também pode ser transmitida ao ser humano. A doença vem ganhando a atenção de todos, pois os casos estão aumentando a cada ano e chegando cada vez mais próximos dos grandes centros urbanos como Belo Horizonte, Brasília e São Paulo. A movimentação de pessoas e animais, aliado ao desconhecimento da doença e ação deficiente dos órgãos públicos de controle e prevenção são as principais causas da disseminação da doença.


A transmissão da Leishmaniose acontece quando um mosquito, conhecido como “mosquito-palha” ou “mosquito pólvora” pica o cão ou outro animal silvestre infectado, passando a ter então o parasita dentro dele. Assim esse mosquito agora infectado ao picar novamente outros animais ou mesmo pessoas, passa a transmitir a doença.


Algumas pessoas ainda acreditam que o cão pode transmitir a doença diretamente para o humano, mas isso não é verdade. Mordidas, lambidas, arranhões e contato físico NÃO passam leishmaniose de animais infectados para humanos. É necessário a presença do mosquito picando os animais e as pessoas, para que possa haver a transmissão da doença.

Saber se o seu cão tem a doença ou não e, principalmente, protegê-lo da picada de mosquitos (através da limpeza do ambiente, telas de proteção e uso de repelentes) e também imunizá-lo com a vacina específica, passam a ser as medidas mais efetivas para a prevenção da Leishmaniose.


Por se tratar de uma questão de saúde pública, o diagnóstico da leishmaniose canina era praticamente uma sentença de morte até pouco tempo atrás. O Ministério da Saúde não permitia que o tratamento fosse realizado, pois a doença não tem cura – até hoje.

Essa realidade começou a mudar em 2016, quando surgiu um novo medicamento regulamentado pelo Ministério da Saúde e com resultados bastante positivos. Mas é preciso lembrar que a leishmaniose canina permanece sem cura total. O que esse tratamento faz é promover que o cachorro não apresentará lesões ou sinais de estar doente. Ele vive como se fosse um animal saudável e de forma a conter essa fonte de transmissão.

Ainda é uma cura parcial, pois o parasita continua vivendo no cachorro, mas já demonstra um grande avanço. Porém, é um tratamento muito caro, longo e que requer cuidado e acompanhamento veterinário intensivos. Possivelmente, o cachorro infectado terá de repetir o tratamento, realizar exames e avaliações clínicas para acompanhamento ao longo da vida.


Como complemento dessa medicação, é possível ser necessário medicamentos complementares para amenizar outros sintomas e pode ser indicado para tratar um problema causado pela doença. Por exemplo, o fígado ou rim afetados podem receber medicação específica.


Proteja e vacine seu animal contra a Leishmaniose! Procure seu médico veterinário de confiança!


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